11 processos arquivados no Comitê de ética?!
Pira paz, não quero mais.
Esse país não é sério não.
Acabo de deserdá-lo!!!
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Fotos: discas para melhorar as suas
Por Alexandre Brito
Os amadores de hoje são menos amadores do que os amadores de ontem. Digo isso porque uma pessoa que não entende nada de fotografia hoje consegue fazer boas fotos mais facilmente do que alguém que tentasse fazer o mesmo 10 anos atrás, por exemplo. E isso se deve, em grande parte, a evolução dos equipamentos. Em todo caso, existem dicas importantes quem melhoram sensivelmente as fotos de qualquer pessoa, seja ela profissional ou amadora:
1ª) Procure fotografar ao amanhecer (até 9 da manhã, no máximo) e ao entardecer (a partir das 18 horas). Nesses horários a luz nos trópicos ganha tonalidades avermelhadas e alaranjadas o que confere uma expressividade diferenciada às imagens.
2ª) Sempre que possível, fotografe sem flash. A luz do flash deixa a imagem com um aspecto artificial e com sombras muito fortes. A menos que seja extremamente necessário, faça suas imagens com o flash desligado. Mantenha, nesse caso, a câmera bem apoiada pois, nessas circunstâncias, a fotografia tende a sair tremida.
3ª) Escolha um assunto principal para cada uma de suas imagens. Quanto mais clara for a mensagem de uma imagem, mais agradável ela se torna aos olhos de quem a observa. Uma foto com muita informação faz a visão ficar confusa e se desviar dela. Por isso é sempre bom deixar bem claro qual é o assunto principal de sua fotografia e, a partir disso, organizar a composição da imagem.
4ª) Observe sempre a lente de sua câmera fotográfica. Costumamos comprar máquinas fotográficas com base em sua resolução e não nos preocupamos com a lente. Isso é um erro. Em muitos casos uma lente de qualidade óptica superior é melhor do que uma alta resolução. É importante também sempre higienizar a lente da câmera. Sujeira em sua superfície gera uma foto sem nitidez e com falhas na reprodução de cores.
5ª) Preste atenção no segundo plano da imagem. É comum centrarmos nossa atenção apenas nas pessoas que estão fazendo pose para a foto e não olhamos para o que está atrás delas e, muitas vezes, esse descuido compromete a imagem e só percebemos isso depois ao imprimi-la ou quando estamos olhando para ela na tela do computador. Se tivermos atenção a isso na hora do click, fica mais fácil solucionar esse problema.
Com o tempo e a prática é possível educarmos nosso olhar. Quando percebemos, essas dicas já acontecem de forma automática...Feliz Dia da Fotografia a todos.
sábado, 15 de agosto de 2009
Lembranças audiovisuais

Uma das maiores críticas que se faz ao ensino superior, principalmente às Ciências Humanas e Humanas Aplicadas é que o que se discuti em salas de aula e em pesquisas acaba mofando em prateleiras de bibliotecas e não encontra eco no cotidiano social.
Esse debate já era velho quanto entrei na universidade em 1999. Cresci academicamente ouvindo meus professores dizerem que era necessário achar formas de mostrar para a sociedade como o que se produzia na rotina de um curso de Comunicação Social era importante, relevante.
Alguns anos depois, virei professor de Comunicação e busco, desde então, a cada dia, encontrar tais formas. Percebi o quanto isso é possível e o quanto isso é importante.
Semestre passado orientei um vídeo documentário sobre o Colégio Amapaense que, como o próprio nome revela, é um colégio do Amapá, um dos primeiros do estado. Sua história se confunde como a trajetória deste estado. Apesar disso, muito pouco se tem sistematizado sobre o colégio e sobre as pessoas que por lá fizeram história.
O documentário “O colosso – histórias do Colégio Amapaense” dá conta de grande parte das memórias de professores, diretores, inspetores e alunos, muitos dos quais, hoje desempenham papéis centrais na cultura, na educação e na política do estado.
Quinta-feira passada, 13 de gosto, esse documentário foi levado para a estréia no colégio. Apreciado por alunos, professores e pelo atual diretor, o documentário manteve a atenção do auditório lotado durante sua exibição o que, por si só, já é um feito considerável levando em conta que a maioria do público era composta de adolescentes.
Depois dos créditos finais, vários dos presentes teceram seus comentários a respeito do que tinham acabado de ver:
Professora de Geografia Maria Rosângela:
“Parabéns pelo belíssimo trabalho. Parabéns por trazer histórias que nossos alunos não conheciam a respeito desta escola. Os alunos agora têm mais motivos para se orgulhar e defender a escola na qual estudam”
Professora de Literatura Ana Célia:
“Nós esperamos que esse vídeo sirva de inspiração para nossos alunos. Muitas coisas mudaram desde que o colégio foi criado, mas o desejo dos profissionais que aqui trabalham continua sendo o de proporcionar a melhor formação possível aos nossos alunos”
“As lágrimas que o professor Aroldo (diretor) derrama ao final da exibição do vídeo são uma prova do envolvimento e do compromisso que ele tem com esse colégio”
Colaboradora da TV Escola Nazaré Madureira:
“O Fábio sempre foi um aluno irreverente. Nunca gostou de aulas que não fossem críticas. Quando os professores não faziam as críticas ele fazia. Sempre ele demonstrou o que queria.”
***
Os autores do trabalho são Fábio Amorim e Daniele Caldas, alunos de Jornalismo da Faculdade Seama. Fábio é ex-aluno do colégio amapaense.
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terça-feira, 11 de agosto de 2009
Imagens coloquiais

Imagens projetadas na parede, uma sala escura. Parecia cinema. Palavras proferidas para quem quisesse ouvir e lacunas deixadas para quem quisesse preencher. E assim, curiosidades, obviedades e novidades foram ditas no 1º Colóquio Amapaense de Fotografia. Quem compareceu pode prestigiar um papo sobre fotografia, pintura e designer muito profícuo, algo que eu ainda não tinha presenciado em Macapá.
José Vasconcelos e Daniel Nec mandaram pesado ao questionar os esquematismos estéticos pelos quais as artes criativas passam hoje e, em especial, a fotografia. O papo rolou solto e fluente tanto que nem deu pra notar que o palestrante do tema “fotografia e jornalismo” faltou e que eu (fotojornalismo e foto publicitária) estava lá, mas não falei do tema.
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009
terça-feira, 28 de julho de 2009
Caroço falante

Dalcídio Jurandir, talvez o maior romancista da Amazônia, tem um livro chamado Chove nos Campos de Cachoeira, nesse romance, um garoto interage com um caroço de tucumã como se este fosse (e de fato era para o menino) um ente dotado de vida própria e dono de uma quase-personalidade, algo como acontece na animação Horton...
Sábado passado, conversei também com um Caroço e ele me pareceu também ter personalidade própria, ele falava, e tinha muitas histórias para contar, histórias daquelas que teimam em ficar se repetindo no cérebro mesmo horas depois de serem ditas...
Caroço, falando:
“- Trabalhei muito em garimpo. Tinha dia de gastar 300 gramas de ouro na currutela. Não tinha pena não. Era muita cachaça. Curti muito quando era novo. Tú é doido. Mas o trabalho era puxado. Eu caí cedo no trecho. Minha mãe morreu quando eu tinha 14 anos. Meu pai nunca me deu uma cueca...aí é roça...tinha que trabalhar...eu ia varar pra Serra Pelada mais quando cheguei lá tavam matando muita gente nas trilhas, aí eu fiquei com medo e fui pra um garimpo menor...”
“- Me afeiçoei por ela. Mas ela era menina moça. A única filha do velho. O resto era tudo homem. A gente namorou um ano escondido. Depois disso, ela falou que era pra eu pedi ela pro velho e eu fui né? Ele deixou...aí era bom que todo domingo eu ia pra casa dela e levava uma compra né? Nessa época era muito bom de foto aqui em Macapá...as pessoa ali naquele Araxá puxavam a gente pra bater foto...eu tava aprendendo ainda, o Tony, que já sabia mais, me passava uns macetes melhor e eu ia aprendendo...mais já dava pra ganhar dinheiro...aí eu fazia uma compra e levava pra passar o domingo na casa dela né? Eu comprei foi um terreno com um barraco 4x4 só com dinheiro das minhas fotinhas, sabia?”
“ – Hoje consegui comprar minha maquininha digital profissional. Mas eu tô cansado...pedalar nesse sol quente é difícil seu menino...eu trabalho, trabalho e não saio dessa bicicleta velha...mas minha máquina digital profissional eu consegui comprar né? Vou ver se até o fim do ano eu tiro uma moto pra mim né? Aí vai ficar bom pra fazer as entregas né?”
(...)
E Caroço, que é um dos tantos fotógrafos que vivem de eternizar momentos alegres das pessoas de Macapá se levantou, prendeu cuidadosamente “sua bolsa de fotógrafo com sua máquina fotográfica digital profissional” dentro na garupa da bicicleta cor do tempo, ajeitou o boné, sorriu, virou-se para a rua, deu dois passos com uma perna só para pegar impulso e se foi, assim como o sol que já estava se pondo...se não fossem os caros, os postes e os cruzamentos, talvez eu pudesse ter visto o Caroço sumir no horizonte, mas não deu.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
21ª Mostra de Vídeo de Santo André

Olá, caros leitores!
Hoje pela manhã, logo cedo, umas 9 horas, o motoboy dos correios entregou em casa um envelope sedex endereçado ao Festival de Imagem-Movimento. A notícia é boa e compartilho com vocês aqui:
Era um material de divulgação da 21ª Mostra de Vídeo de Santo André, pedindo suporte para divulgação da mostra aqui em Macapá.
Hoje pela manhã, logo cedo, umas 9 horas, o motoboy dos correios entregou em casa um envelope sedex endereçado ao Festival de Imagem-Movimento. A notícia é boa e compartilho com vocês aqui:
Era um material de divulgação da 21ª Mostra de Vídeo de Santo André, pedindo suporte para divulgação da mostra aqui em Macapá.
Então aí está:
As inscrições vão até o dia 31 de julho, categorias, procedimentos para inscrição, regulamento, podem ser obtidos no sítio http://www.santoandre.sp.gov.br/ e pelo telefone (11) 4997-1167. Participem e divulguem a informação.
P.S.: Destaco que é uma mostra de VÍDEO, ou seja, temos no estado (Amapá) produção que pode ser, tranquilamente, enviada ao evento, já que não há a obrigatoriedade de o suporte ser película, apesar de a câmera do cartaz nos induzir a pensar o contrário.
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